Publicações arquivadas sob Olhaqueuachei em Tóquio
Porque tenho Pepsi Shiso e Fanta Zero de maçã . Aliás, não vai ser por falta de refrigerante bizarro que vou ter problemas no Japão.
PS: apesar de nunca ter comida gafanhoto. Posso jurar que um dos ingredientes secretos dessa Pepsi é o tal inseto. É simplesmente a pior bebida que já tomei na vida!
25 de Abril de 2010 às 15:40
Karina Kovalick
Nem donuts e nem madeleines, o cara do momento é o nosso sonho, figurinha fácil em nossas confeitarias.
Pois é, o sonho, que tem origem portuguesa, é muito popular no Hawaii. Como os japas viajam sempre para lá, foram apresentados `a iguaria que se tornou a febre do momento em Tóquio, enlouquecendo e tirando os japoneses da dieta. Aqui ele se chama malasada, nome havaiano. O nome pode até ser diferente, mas a receita é a mesma.
O bolinho “exótico” ganhou fama por conta do filme Honokaa Boy, cujo principal personagem era confeiteiro de sonho. Pronto, daí para o estrelato foi um pulo.
Para se ter uma Idéia do sucesso do quitute, o Cafe Hula Hawaii, que fica em Yokohama, chega a vender 2.000 peças por dia, a 150 yene cada. Já para comprar malasada na cadeia de lanchonetes Leonard’s é preciso enfrentar filas quilométricas. Segundo uma funcionária do local, os fregueses começaram timidamente comprando apenas 1 ou 2 unidades, mas agora querem de 6 a 10 de uma vez só.
Foto da NIkkei.com
Tô louca para que o bolinho de aipim também seja descoberto pelo show business e vire moda aqui em Tóquio!!!
Ah, lá em Portugal o sonho é chamado de Bola de Berlim e ás vezes, ao invés do tradicional recheio de creme, vem cheinho de ovos moles. Aqui no Japão podemos encontrar na versão de fejão doce, mas o nosso brazuquinha ainda é o melhor.
PS: Quero saber as novidades brasileiras também!! Não esqueçam que moro longe e estou adoro saber dos babados…
às 15:40
Karina Kovalick
Bilhete da Nita, faxineira, elogiando o comportamento do Toulouse, o gato, na minha ausência.
Cara Karina,
Espero que tenha tido um dia maravilhoso. O gato se comportou super bem e não me incomodou em momento algum durante o serviço. Fiquei impressionada. Talvez ele tenha se sentido só…você estava fora .
Quando estou em casa, o vira-latas sempre se comporta mal durante a faxina dela: morde a coitada, não deixa que ela pegue nos brinquedos dele, mia feito um condenado…
Será que o problema do bichano sou eu. Ou ele , malandro, se fez de bonzinho porque estava no comando?
às 15:40
Karina Kovalick
Esse é o portal que nos leva ao um universo paralelo: o bairro de Harajuko. O lugar fica muito além da imaginação. Alias, imaginação é coisa que não falta para as tribos urbanas , com características distintas, que se encontram por aqui todos os domingos. Shibuya também é outro pedaço da cidade frequentado por uma galerinha mais que estilosa, mas isso vou mostrar num outro post.
Cosplays , Lolitas, Lolitas Góticas, Góticos, Hipsters, Punks são alguns dos grupos que dividem o “palco” da região. E eu fico só aplaudindo…
Se é vanguarda ou bizarrice, é uma questão de ponto de vista. Mas o street fashion é levado a sério. A ordem é se fazer notar. E já que é para aparecer: tinta nos cabelos, make-up pesado e roupas extravagantes nunca são demais. E essa montagem toda não sai barata. A meninada gasta verdadeiras fortunas para assegurar um look perfeito.
Isso tudo pode soar meio exagerado, mas o fato é que as tribos de Tóquio estão ditando tendências e servindo de inspiração para estilistas do mundo inteiro.
A minha tribo deve ser a Tupiniquim mesmo por que aqui no Japão eu não achei a minha turma.
5 de Julho de 2009 às 14:12
Karina Kovalick
Da série: A gente morre e não vê tudo.
No Japão não deve ter salmonela. É a única explicação para justificar a existência do prato que provei ontem, e que quase não consegui engolir.
Fui num restaurante cuja especialidade é Yakitori (yaki= frito, tori=frango). É a versão em frango do nosso espetinho de gato. Eu já conhecia esse tipo de especialidade japonesa lá de Nova Iorque blog.captaconsult.com.br/2009/04/09/despedidas-lagrimas-e-cacarejos/, mas lá a comida era para “americano ver”.
Aqui , além dos espetinhos clássicos de sasami, coxa, asinha e legumes que são muito gostosos, existem outros mais hardcores, como este da foto.
Galinha semi-crua com raiz forte e molho de ameixas. O pedido foi fruto da minha ignorância nipônica. Ainda não sei ler os menus na língua local, o que me confere surpresas agradáveis ou bizarras.
Para os mais valentes… peito de frango totalmente cru, cortado em cubinhos com pimentão e outros ingredientes. Aliás, o restaurante parecia um saloon: cheio de valentões.
1 de Julho de 2009 às 11:30
Karina Kovalick
Aqui em Tóquio dá!
É claro que na terra da Hello Kitty tem bar de leite, né? Eu achei um lá em Roppongi, bairro vizinho ao meu.
Em vez de whisky e cognac, tem milkshake na lista de bebidas. E tá cheio de gatinhos e gatinhas por lá . Só que são todos pré-adolescentes à procura de sorvete e muita lactose.
Por falar em gatinhos…quero dedicar o post ao meu persa Xandre de Nahayama, que morreu ontem aos 14 anos. Nunca houve um bichano mais querido do que ele. Espero que o céu dos felinos seja um eterno open bar de leite como este de Roppongi.
PS: Estou triste!!
30 de Junho de 2009 às 12:55
Karina Kovalick
Essas duas manguinhas saem pela bagatela de 200 dólares aqui no mercado da loja de departamento Isetan, em Tóquio. Baratin, né?
A imagem não ficou muito legal porque tirei a foto “rápido como quem rouba”. É proibido fotografar dentro da loja.
28 de Junho de 2009 às 13:05
Karina Kovalick
Do forno de BH e das areias de Ipanema para o Japão.
Olha o que eu achei nas prateleiras da padaria da famosa loja de departamento Isetan www.isetan.co.jp/, em Tóquio: pão de queijo (escrito em português e tudo!).
Vocês não imaginam a minha felicidade ao encontrar o quitute mineirin, numa tarde nipo-chuvosa.
Parece que estamos fisgando os japoneses pelo estômago, pelo futebol e pela música também!
Não sei se vocês sabem, mas japonês é louco por Bossa Nova. O incrível é que pouco sabem sobre a nossa terra, a não ser que somos craques de bola. Alguns nem sabem que o gênero musical foi criado no Rio de Janeiro e nem que a cidade fica no Brasil. Mas a trilha sonora de Tóquio é Garota de Ipanema (toca em todos os lugares).
Assim, a musa cheia de graça de Tom e Vinícios passa por lá e por cá também. O “Barquinho” também navega por essas águas, que aqui não caem só em março, mas em abril, maio…
Apesar da pouca informação sobre a nossa geografia e costumes, todos conhecem o João Gilberto. Ele é um idoru (ídolo). Esses dias, a pedidos, traduzi a música “O Pato” para as recepcionistas do meu prédio. Elas morreram de rir porque achavam que se tratava de uma canção romântica (acho que o pato também deu boas gargalhadas).
Parece que japa também tem bossa, né?
O lugar fica quase na esquina de casa.
às 13:04
Karina Kovalick
Tsuyu é a estação de chuvas no japão, que cai em junho e dura, geralmente, um mês. É também a estação Black Power dos meus cabelos. Sou praticamente a “rainha das selvas”. Nem a Vanessa da Mata tem uma juba maior do que a minha.
É que com 94% de umidade no ar, nada acalma os fios e a minha histeria. Só que pelo visto, isso só acontece com Gaijin. As japas cantam e dançam na chuva e as melenas continuam lisas e desfrizadas.
Por falar em cabelo… achei um blog bem interessante chamado Tie Dye. Se você também é louca pelo subject passe lá: tiedyepoa.blogspot.com/.
22 de Junho de 2009 às 12:41
Karina Kovalick
O chá é a bebida mais consumida no Japão. Não é à toa que os mercados têm uma seção imensa dedicada a eles e uma parte bem pequena para os refrigerantes. Para competir com os chazinhos e suquinhos orgânicos da vida, a Coca-Cola lançou no mercado a Coca-Cola com green tea.
Segundo a empresa, o “refrigerante saudável” - por enquanto, disponível somente no Japão - tem um baixo teor calórico e contém uma substância antioxidante chamada Catechina, que é encontrada nos chás. Só falta combater a celulite e a TPM…
Eu e Toulouse testamos o produto. O sabor não é ruim, mas, sinceramente, não se parece em nada com chá verde e nem com a velha Coca-Cola “roi-corroi” de guerra.
Agora que posso tomar refri sem culpa, não quero mais!!
às 12:00
Karina Kovalick
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